Project Description
Cirurgia da Calvície

A calvície ou alopecia androgenética ocorre devido a uma alteração do ciclo peculiar do cabelo. Estudos demonstram que uma enzima, a 5 alfa redutase tipo II, converte a testosterona em diidrotesterona e esta substância provoca uma alteração no folículo piloso levando à calvície. O tratamento atualmente visa alterar este ciclo vicioso, atuando-se de forma clínica e cirúrgica.
As técnicas para restauração capilar avançaram muito nos últimos anos. Chegamos aos minienxertos para zonas posteriores menos visíveis, compostos de três a quatro fios de cabelo, e os microenxertos com um a dois fios, o implante fio a fio, resultando em um aspecto bastante natural nas zonas frontais.
O resultado estético é excepcional e a cirurgia, com anestesia local e sedação, é feita sem a necessidade de internação. O paciente pode voltar rapidamente ao trabalho sem incômodos.
Os cabelos são retirados da zona occipital (nuca), por serem geneticamente mais resistentes ao efeito hormonal da diidrotestosterona e quando implantados na zona calva apresentam crescimento normal, pois ocorre uma transferência de carga genética. Após três meses, aproximadamente, os cabelos começam a crescer.
O tratamento cirúrgico pode também ser utilizado em pacientes vítimas de acidentes (alopecia traumática). Nestes casos, podem ser utilizadas, além de técnicas de implante, outras como o uso de retalhos expandidos de couro cabeludo e técnicas de redução da área calva.
Milhares de microenxertias capilares são realizadas anualmente com absoluto sucesso. No entanto, como trata-se de um procedimento cirúrgico, podem ocorrer intercorrências, como má cicatrização e infecção.
Planejando a cirurgia
A qualidade do resultado depende, além da técnica empregada, de características do próprio paciente. Aqueles com cabelos mais grossos e encaracolados terão certamente melhor cobertura, que os portadores de cabelos finos. A coloração dos cabelos em relação à pele também é um importante fator a ser analisado. Quanto maior o contraste, menores e mais elaborados devem ser os enxertos, já que ficam mais visíveis.
Devemos observar com atenção a evolução da calvície, prevendo a sua expansão e evitando a colocação de enxertos em zonas impróprias do couro cabeludo, com resultados inestéticos.
O número de enxertos varia de 700 a 1500 por seção, dependendo de cada caso.
Instruções pré-operatórias
Manter jejum completo, inclusive água, por oito horas antes da cirurgia.
É expressamente proibido fumar antes e depois da cirurgia. Substâncias contidas no fumo causam vasoconstricção e dificultam a cicatrização dos tecidos.
O paciente operado deverá ser auxiliado por um acompanhante capaz de lhe ajudar no retorno para casa.
Tipos de Anestesia
Na maioria dos casos, utilizamos uma anestesia local no couro cabeludo, associada a uma sedação, para maior conforto do paciente. Em pacientes com graves lesões, geralmente por queimaduras, pode ser indicada a anestesia geral.
Técnica Cirúrgica
Para esta cirurgia trabalhamos com uma equipe cirúrgica multidisciplinar composta por dois cirurgiões plásticos e três assistentes técnicos. Iniciamos retirando um fuso de couro cabeludo da zona occipital (nuca) de dimensões variáveis. Preparamos os micro e minienxertos, enquanto a zona receptora é anestesiada. Na medida em que ficam preparadas as baterias de enxertos, os mesmos vão sendo progressivamente implantados, em angulações e posicionamentos previamente planejados.
O tempo médio deste procedimento é de quatro horas. Para o perfeito implante dos enxertos, realizamos implantação com micro agulhas e micro pinças. A zona doadora é suturada mantendo-se íntegra para novas retiradas. Na área de implantação, colocamos um curativo lubrificado por 24 horas.
Nos casos de pacientes queimados, as técnicas abordam o uso de retalhos expandidos e técnicas de redução do escalpe, associadas a micro e minienxertos.
Controle no Pós Operatório
No segundo dia de pós-operatório, o paciente fica liberado para lavar a cabeça, evitando esfregar nas zonas de implantação. Nos três primeiros dias, é normal a presença de inchaço na área frontal, podendo chegar até as pálpebras.
Alguns medicamentos podem ser melhorados para melhorar a recuperação, como:
Antibióticos: possuem função profilática, sendo administrados durante a cirurgia e por período de sete a dez dias após a cirurgia.
Anti-inflamatórios: ajudam a controlar edemas e equimoses.
Analgésicos: amenizam dores e desconfortos.
Agentes tópicos e xampus específicos: evitam irritações nas áreas tratadas.
Alimentação
A dieta do paciente deve ser balanceada e rica em nutrientes. Sempre que possível, é recomendado evitar açúcares e gorduras saturadas, e dar preferência a carnes brancas, alimentos integrais, legumes, verduras e frutas.
É indispensável que o paciente se mantenha hidratado consumindo sucos naturais, água de coco e água.
Instruções Domiciliares
No leito, manter cabeceira elevada e utilizar pequena toalha enrolada sob a nuca ou travesseiros macios.
Iniciar lavagem do couro cabeludo, utilizando suavemente as polpas digitais, 48 horas após a cirurgia.
Evitar coçar ou esfregar as áreas receptoras de implante.
As pequenas crostas formadas sobre os locais de implante começam a cair após aproximadamente sete dias. Elas não devem ser removidas em casa. É indicado aguardar pelo curativo na clínica.
Os primeiros curativos são realizados em média com cinco dias de pós-operatório e as suturas removidas em torno do décimo dia.
Recomendamos o uso de boné ou chapéu protetor sempre que houver exposição ao sol.
Resultados
Todo procedimento operatório leva à formação de edema (inchaço), equimoses (manchas roxas) e endurecimento dos tecidos (fibrose), que tendem a desaparecer em dois ou três meses.
A evolução da qualidade e previsibilidade dos resultados deste procedimento são fatores que explicam o fato deste ser um dos mais procurados e mais realizados em todo o mundo.